História de Viamão

A colonização luso-brasileira iniciou nos Campos de Viamão no século XVIII a partir da disputa entre as coroas de Portugal e Espanha pelo território e o gado existente entre Laguna e a Colônia do Sacramento. Os grandes rebanhos de gado e muares que existiam na Campanha do Rio da Prata eram levados pelos tropeiros à Laguna para serem comercializados, e posteriormente mandados para São Paulo, Rio de Janeiro e Minas, contribuindo para a consolidação do ciclo da mineração da época.
Para que os portugueses conseguissem garantir o território, os Campos de Viamão foram concedidos em sesmarias e datas. Aos vicentinos, lagunistas, e portugueses da metrópole européia, ficaram as sesmarias e aos dos arquipélagos atlânticos (Madeira e Açores) ficaram as datas. Houve a “aculturação” dos indígenas que aqui viviam, com os escravos negros trazidos para Viamão e com os próprios conquistadores.
Mais tarde no século XIX, viriam os alemães, italianos e poloneses, a consolidar a obra iniciada no século XVIII, de ocupação e produtividade econômica do ecúmeno riograndense.
A construção mais antiga da cidade é a Igreja Nossa Senhora da Conceição. A partir da concessão da provisão eclesiástica de 14 de setembro de 1741 (data da fundação de Viamão) foi construída uma capela no sítio chamado Estância Grande (atual centro), onde estabeleceram-se as atividades burocráticas e administrativas da Vila.
Em 1767 foi erguida a pedra fundamental para a construção da Igreja Nossa Senhora da Conceição de Viamão, ao lado da antiga capela. Concluída a obra em 1770, foi rezada a primeira missa no dia 06 de abril.
De 1763 à 1773 a cidade recebeu o Governo Geral da Província, que tinha sua sede na Vila de Rio Grande e que para cá se transferiu devido a invasão da vila pelos espanhóis. Após dez anos a sede foi transferida para o Porto dos Casais - atual Porto Alegre.
Quase cem anos depois, Viamão foi novamente palco de outro importante acontecimento da história gaúcha: a Revolução Farroupilha. Em junho de 1836, Bento Gonçalves da Silva e suas tropas montaram acampamento, construíram trincheiras e improvisaram fortificações entre a área central do município e a Vila de Itapuã.
Até hoje, restos de embarcações farrapas repousam no fundo das águas do Guaíba, em Itapuã, no canal entre a Ilha do Junco e o Morro da Fortaleza.
Em decorrência disto e do famoso cerco a Porto Alegre, Viamão foi elevada pelos farrapos à condição de "Vila Setembrina".
Em 1880, Viamão foi elevada à categoria de Vila, pelo Governo Provincial, desmembrando-se do município de Porto Alegre.
O decreto n.º 7.842, de 30/06/1939 elevou Viamão à categoria de cidade, como sede do município.
Atualmente, Viamão é o município que mais cresceu entre as grandes cidades do Rio Grande do Sul, com índice de 28,52%.
A recente instalação de grandes indústrias, o saneamento das contas públicas e os investimentos na área social e institucional contribuíram para o resultado positivo.
Sua população é de aproximadamente 256 mil habitantes. O município trabalha com uma política de Desenvolvimento Sustentável, conciliando crescimento econômico com a preservação ambiental. Suas quatro grandes matrizes da agropecuária são o arroz, gado leiteiro, hortigranjeiros e gado de corte.
O ecoturismo, com suas fazendas-escolas, pontos históricos e áreas de lazer são destaque no setor turístico. No Parque Estadual de Itapuã existe uma rica diversidade de espécies naturais, vegetais e praias de água doce. No Centro, as edificações antigas da arquitetura colonial portuguesa e Igreja Matriz são as atrações. O Autódromo Internacional de Tarumã é um dos mais importantes do país. Eventos tradicionais e o artesanato também fazem parte da rota turística.

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